Nesta imagem, Calvin recusa tudo aquilo que ele entende ser antigo ou antiquado, afirmando
o seu desinteresse quando algo velho lhe é apresentado. Contudo, ele apresenta
uma possibilidade de aceitar a mesma coisa ou informação caso esta seja
apresentada de uma maneira inovadora e/ou diferente.
Esta
possibilidade de apresentar algo antigo de uma forma inovadora leva-nos a uma
questão maior: “Como é que ensinamos a aprender?” A resposta reside na
metacognição.
A metacognição
pode ser definida como a faculdade que um indivíduo tem de saber como atingir
uma progressão de conhecimentos e compreensão dos mesmos, que pressupõe o
recurso a estratégias adequadas à resolução do(s) problema(s) em causa. É a metacognição
que permite a introspecção e a autoregulação, que por sua vez auxilia o
indivíduo a aprimorar-se, no sentido de sedimentar o conhecimento de algo, recorrendo
à atenção, selecção, revisão e formação de uma opinião própria – que mobilizaria
os conhecimentos e habilidades adquiridos.
No entanto,
onde está exactamente o elo de ligação entre a metacognição e a aprendizagem?
Se a
aprendizagem é um processo de mobilização da faculdade de saber como
atingir uma progressão de conhecimentos e compreensão dos mesmos, a metacognição,
por ser essa faculdade, será também a capacidade de discernir e, como tal,
aquilo que nos permite aprender algo. Assim sendo, é-nos claro que, para que o
processo seja aprimorado, a nossa capacidade de discernir e de aprender algo –
a nossa metacognição – terá de ser desenvolvida. É neste sentido que o educador adquire um papel crucial:
ao identificar uma fraqueza no processo de
aprendizagem do discente, o educador procura acompanhá-lo e orientá-lo no seu processo de desenvolvimento metacognitivo.
Assim, para
que se verifiquem os resultados pretendidos na aprendizagem, é necessário
primeiro averiguar as capacidades metacognitivas do aprendiz e as estratégias
utilizadas, procurando melhorá-las sempre que possível. Então, tendo em vista o desenvolvimento da
metacognição, o desejo por novas e diversificadas experiências deve ser
promovido e, simultaneamente, deve-se estimular o recurso à memória de
experiências anteriores (os resultados obtidos e os métodos utilizados),
valendo-se do feedback, com recurso a
técnicas de observação, monitorização e trabalho reflexivo – debates,
discussões individuais e em grupo e auto e heteroavaliação.
Em
suma, a aprendizagem pressupõe sempre a existência da metacognição, pois se
esta última é a capacidade de aprender algo, então, na ausência desta, a
primeira não existia. Portanto, quanto mais desenvolvida seja a metacognição, melhor e mais eficiente será a aprendizagem.

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