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domingo, 25 de agosto de 2013

Uso de ferramentas digitais na aprendizagem

As tecnologias da informação e da comunicação estão a ganhar predominância nas nossas vidas, gerando uma "revolução" em todos os setores de atividade, nomeadamente na educação. Este ambiente digital e virtual veio pôr em causa o ensino tradicional, obrigando assim a escola a adaptar-se e a reformular os recursos e os materiais de aprendizagem. 

Então, como intervêm ou podem intervir as novas tecnologias no processo ensino-aprendizagem? 
A internet e as tecnologias multimédia possibilitam aos envolvidos estratégias potenciadoras da sua capacidade de pensar e de aprender de uma forma mais autónoma e estimulante. 
Mas, para que a aprendizagem seja significativa, é necessário:

  • o envolvimento do aluno no processo;
  • conhecimentos básicos do funcionamento das ferramentas digitais;
  • e que estas estejam ajustadas ao contexto e ao ritmo de cada um.
Programas como o Powerpoint/Prezi, o Dropbox (armazenamento e partilha de ficheiros na nuvem), o Moodle, entre outros (software recorrentemente utilizado) permitem intensificar o trabalho colaborativo e a comunicação, dinamizando e transformando a aprendizagem num processo bidirecional ao invés de unidirecional, como é o ensino diretivo. Esta colaboração permite ao professor aprender mais com o feedback dos alunos, adaptando as vezes necessárias as suas estratégias de ensino de modo a encontrar o melhor conjunto de métodos para transmitir o conhecimento, e, por sua vez, com a introdução de novas ferramentas de ensino, os alunos, motivados pela inovação, vêem-se numa situação de desenvolvimento metacognitivo.

Contudo, é preciso atentar na possibilidade de uma total ou parcial substituição do professor pela tecnologia, pois esta está programada apenas para um determinado fim (aproximar a informação e torná-la mais interessante). Existem aspetos afetivos (emoções e sentimentos) e sociais (valores e experiências pessoais) que a máquina não consegue transmitir.  É isto que humaniza a aprendizagem e a torna única. Como tal o papel do professor no processo de aprendizagem é fundamental.

domingo, 11 de agosto de 2013

Que importância tem a metacognição na aprendizagem?


Nesta imagem, Calvin recusa tudo aquilo que ele entende ser antigo ou antiquado, afirmando o seu desinteresse quando algo velho lhe é apresentado. Contudo, ele apresenta uma possibilidade de aceitar a mesma coisa ou informação caso esta seja apresentada de uma maneira inovadora e/ou diferente.
Esta possibilidade de apresentar algo antigo de uma forma inovadora leva-nos a uma questão maior: “Como é que ensinamos a aprender?” A resposta reside na metacognição.
A metacognição pode ser definida como a faculdade que um indivíduo tem de saber como atingir uma progressão de conhecimentos e compreensão dos mesmos, que pressupõe o recurso a estratégias adequadas à resolução do(s) problema(s) em causa. É a metacognição que permite a introspecção e a autoregulação, que por sua vez auxilia o indivíduo a aprimorar-se, no sentido de sedimentar o conhecimento de algo, recorrendo à atenção, selecção, revisão e formação de uma opinião própria – que mobilizaria os conhecimentos e habilidades adquiridos.
No entanto, onde está exactamente o elo de ligação entre a metacognição e a aprendizagem?
Se a aprendizagem é um processo de mobilização da faculdade de saber como atingir uma progressão de conhecimentos e compreensão dos mesmos, a metacognição, por ser essa faculdade, será também a capacidade de discernir e, como tal, aquilo que nos permite aprender algo. Assim sendo, é-nos claro que, para que o processo seja aprimorado, a nossa capacidade de discernir e de aprender algo – a nossa metacognição – terá de ser desenvolvida. É neste sentido que o educador adquire um papel crucial: ao identificar uma fraqueza no processo de aprendizagem do discente, o educador procura acompanhá-lo e orientá-lo no seu processo de desenvolvimento metacognitivo.
Assim, para que se verifiquem os resultados pretendidos na aprendizagem, é necessário primeiro averiguar as capacidades metacognitivas do aprendiz e as estratégias utilizadas, procurando melhorá-las sempre que possível. Então, tendo em vista o desenvolvimento da metacognição, o desejo por novas e diversificadas experiências deve ser promovido e, simultaneamente, deve-se estimular o recurso à memória de experiências anteriores (os resultados obtidos e os métodos utilizados), valendo-se do feedback, com recurso a técnicas de observação, monitorização e trabalho reflexivo – debates, discussões individuais e em grupo e auto e heteroavaliação.

                Em suma, a aprendizagem pressupõe sempre a existência da metacognição, pois se esta última é a capacidade de aprender algo, então, na ausência desta, a primeira não existia. Portanto, quanto mais desenvolvida seja a metacognição, melhor e mais eficiente será a aprendizagem.

domingo, 4 de agosto de 2013

Identificar e refletir sobre conceções de aprendizagem

Reflexão

A aprendizagem é um processo de desenvolvimento intelectual, pessoal e social, alicerçada na participação ativa dos estudantes. 

Exige um plano de objetivos, conteúdos e estratégias adequadas às necessidades e interesses dos alunos. Para se atingir os objetivos pretendidos, os conteúdos programáticos e as informações que os alunos vêem, lêem e ouvem, não podem ser para eles um amontoado desarticulado de elementos. O educador deve ajudá-los, criando situações que promovam a utilização dos recursos próprios da sua inteligência, da sua vontade e do espírito crítico, e que no encontro e desencontro de ideias todos se sintam construtores da ação desejada.

Ao longo do processo vão-se fazendo os ajustamentos necessários.
Este processo,  aprendido na escola, deve ser prosseguido pela vida inteira.